5 de Julho de 2008
A coisa mais difícil que há no exercício da liberdade é permitir que o outro seja livre para exercer todas aquelas coisas que ilustram os círculos do inferno de Dante. E, no entanto, trata-se da liberdade mais… libertadora – se é que me entendem.
Todos os dias, me deparo com este desafio: permitir que Fulana seja má, cruel e mesquinha. Ou que Cicrano me ofenda. Ou ainda que Beltrano me humilhe. É esta a tal da “outra face” de que fala o Cristo no qual não acredito.
Em todo caso, respiro fundo e digo: você é livre. Mas precisa aceitar as conseqüências de suas escolhas. Sempre.
